Fome no mundo SitioVeg

(Minha Odisséia pra tentar responder ao Paulo, um leitor de um blog de uma amiga vegetariana que tinha duvidas sobre vegetarianismo e fome no mundo.) Paulo, obrigada pela mente aberta, pela disposição ao debate saudavel, pela amplitude de pensamento. Não é todo dia que “cruzamos” com pessoas como você! =) Já que seu enfoque a respeito do vegetarianismo é baseado em “impactos gerados no meio ambiente”, deixemos de lado então a questão “sofrimento animal”, apesar de que para qualquer indivíduo capaz de sofrer, o grau de sofrimento – e não a espécie – é que conta. Mesmo que não façamos isso pelos animais, reflitamos todos sobre nossas escolhas: entre o nosso deleite individual e a harmonia da biosfera, o sistema que, queiramos ou não, é o nosso lar, o nosso corpo, e do qual dependemos inteiramente para nossa sobrevivência. “A maneira pela qual criamos animais para alimento é uma ameaça ao planeta. Isso polui o ambiente e consome imensa quantidade de água, grãos, petróleo, pesticidas e drogas. Os resultados são e serão desastrosos.” – Dr. PhD David Brubaker, Center for a Livable Future (Centro por um Futuro Sustentado), Johns Hopkins University, “Environmental News Network” Faz-se necessario saber que a pesca predatória, por exemplo, destrói ecossistemas inteiros… pescar artesanalmente também não é uma prática tão impactante (preste atenção entre a diferença entre a pesca artesanal e a indústria da pesca!). Se não conseguimos deixar de comer carne, ao menos podemos comer carne com responsabilidade e lucidez. A cada ano, aproximadamente 80.000 golfinhos e milhares de outros animais marinhos são aprisionados nas redes de pesca comercial no mundo inteiro. A grande maioria morre. A pesca industrial esgota as cadeias alimentares marinhas, danificando seriamente os ecossistemas oceânicos. A indústria da pesca, com os seus navios pesqueiros, é também causadora de poluição nos rios e, sobretudo, nos oceanos, para além de ser uma das principais responsáveis pela destruição dos ecossistemas marinhos devido à quantidade de peixes e animais marinhos que captura, nomeadamente aqueles que não são supostamente pretendidos (como é o caso das tartarugas, golfinhos, focas, leões marinhos e outros animais que são apanhados “acidentalmente” nas redes dos navios pesqueiros, acabando frequentemente por morrer ou ficando pelo menos gravemente feridos). A própria pesca artesanal, embora seja ambientalmente menos agressiva, é muitas vezes responsável pela morte de inúmeros peixes e outras espécies aquáticas que se encontram ameaçadas de extinção. Existe um artigo super interessante sobre isso na revista Science (02/06/98) intitulado: “Overfishing Disrupts Entire Ecosystems”  A alimentação no Japão, por exemplo, é dominada pelo arroz branco (hakumai), e poucas refeições seriam completas sem ele para esse povo. Qualquer outro prato servido durante uma refeição – é considerado como um acompanhamento, conhecido como okazu. As pessoas “pescam” arroz? o.O As refeições tradicionais recebem seu nome de acordo com o número de acompanhamentos que vêm junto do arroz e da sopa que são quase sempre servidos. A refeição japonesa mais simples, por exemplo, consiste de ichiju-issai ( “uma sopa, uma acompanhamento” ou “refeição de um prato “). Isto quer dizer que a refeição é composta de sopa, arroz e de algum acompanhamento – normalmente um legume em conserva. O café da manhã japonês tradicional, por exemplo, normalmente é constituído de misso shiru (sopa de pasta de soja), arroz e algum legume em conserva. A refeição mais comum, entretanto, é conhecida por ichiju-sansai (“uma sopa, três acompanhamentos”), ou por sopa, arroz e três acompanhamentos, cada um empregando uma técnica de culinária diferente. Estes acompanhamentos normalmente são sashimi (peixe cru), um prato frito e um prato fermentado ou cozido no vapor – ainda que pratos fritos, empanados ou agri-doce podem substituir os pratos cozidos. O Ichiju-sansai normalmente se encerra com o umeboshi (conservas) e chá verde. Como o Japão é uma nação insular, sabemos que as características geográficas influenciam os hábitos alimentares de uma população. E no caso da terra do sol nascente, isso não é diferente: em virtude da grande extensão do litoral e da presença de correntes marítimas frias e quentes, aquele pais é uma das maiores nações pesqueiras do mundo. Seu povo consome muitos frutos do mar, além de peixe e outros produtos marinhos (como algas). Hmmm, bem, nos estamos falando em Japão, não? Não é um povo conhecido pela cultura, pela inteligência, perspicacia, audacia tecnologica? Apesar de sua reduzida área para a agricultura (menos do que 15% do território), os japoneses aproveitam INTENSAMENTE o espaço, aplicando técnicas modernas para o cultivo de cereais, hortaliças e frutas. No caso da pecuária, a falta de boas pastagens limita a atividade. Ou seja, eles podem, SIM, utilizarem a alimentação como algo saudavel se usarem um pouquinho o cérebro como ja vimos nos exemplos citados acima, isso sem contar que a nutrição típica japonesa apresentar um alto consumo em algas marinhas, vegetais cozidos ou refogados, tais como abóbora japonesa ( kabocha), bardana (goboo), broto de feijão (moyashi), broto de bambu (takenoko), cogumelos secos (shiitake), espinafre japonês (horenso) e raiz de lótus (renkon ) ou em conserva, como: acelga, berinjela, cebola, cenoura, gengibre, nabo (daikon), pepino e repolho, soja e derivados (principalmente o queijo de soja, chamado tofu, consumido cru (com molho shoyu) ou cozido e oleo de soja ou arroz. O macarrão, originado na China, também é uma parte ESSENCIAL da culinaria japonesa. Existem dois tipos tradicionais de macarrão: soba e udon. Feito de farinha de centeio, o soba é um macarrão fino e escuro. O udon, por sua vez, é feito de trigo branco, sendo mais grosso. Ambos são normalmente servidos com um caldo aromatizado com soja, junto de vários vegetais. Uma importação mais recente da China, datando do início do século XIX, vem o ramen (macarrão chinês), que se tornou extremamente popular. O Ramen é servido com uma variedade de tipos de sopa, incluindo todos os tipos de molho. Ainda que muitos japoneses tenham desistido de se alimentarem de insetos, ainda existem exceções. Em algumas regiões, ingao (gafanhotos) e hachinoko (larvas de abelha ) não são pratos incomuns. Lagartos também são comidos em alguns lugares. Não podemos esquecer que s&at ilde;o eles também, os japoneses que contribuem com a destruição do ecossistema quando sabemos que aproximadamente mil baleias são sacrificadas a cada ano com arpões que explodem ao tocar sua pele, bastões que descarregam mil watts ou disparos em suas cabeças. O Japão é o rei destas práticas e, em seu afã de mantê-las e ampliá-las, suborna governos de pequenos países latino-americanos, segundo denúncias de ambientalistas e cientistas. Várias espécies de cetáceos estão em risco devido à caça indiscriminada. As baleias, das quais há mais de 20 espécies no mundo, são mamíferos de inteligência semelhante à dos animais domésticos, afirmam cientistas. O risco de extinção paira, principalmente, sobre os grandes cetáceos do Pacífico asiático, como a baleia cinza, da qual restam apenas cerca de 120 exemplares na região, explicou o cientista. Nos mares, as baleias são mortas com um arpão-granada, que explode ao entrar em contato com o animal. Também são usados bastões que transmitem descargas elétricas. Quando nenhum destes métodos funciona, são utilizadas armas de fogo. A recomendação é atirar direto na cabeça do animal. Estamos falando de homens, humanos e então entendemos que esse setor gera uma renda superior a US$ 1 bilhão ao ano no mundo!!! Entendeu? 😉 Evito falar sobre orientais, ja que todos sabemos que sãos mestres em “pratos cruéis”: japoneses servem peixes ainda vivos, pulando no seu prato. Chineses torturam cães até a morte para que suas carnes fiquem “macias”. Isso, segundo a ética, é desnecessario.

Deixe seuComentário